segunda-feira, 2 de maio de 2011

Poder de sedução Uma reflexão sobre a sensualidade da mulher madura

Quero fazer algumas considerações sobre a mulher que é verdadeiramente sensual, e também sobre como se pode chegar a essa condição. Algumas – a exceção – são sensuais por natureza e desde a mais tenra idade. Mas a grande maioria vai se tornando mais sensual à medida que evolui no caminho da maturidade emocional. O escritor francês Honoré de Balzac sabia disso, tanto que louvou as virtudes eróticas da mulher de trinta anos.
A sensualidade verdadeira se expressa no modo de ser da mulher e se confirma na sua vida íntima. Em contrapartida, a exibicionista só “promete”. Esse tipo de mulher sofre de profunda imaturidade emocional, caracterizada por forte egoísmo e baixa tolerância às frustrações. Usa seus recursos intelectuais e sua sensualidade para obter o que necessita. A isso tenho chamado deinstrumentalização da sexualidade feminina – quando ela está a serviço de outros propósitos em vez do prazer.
A mulher madura é mais independente, emocionalmente auto-suficiente. Tolera melhor as frustrações inevitáveis da vida, e não precisa usar de subterfúgios para se livrar delas. Sua sexualidade fica livre para se exercer como fonte de prazer; não é instrumento ou arma que a ajudará a atingir outros objetivos. Poderá se exercer de modo lúdico, visando apenas à gratificação que a excitação sexual determina.
Com o tempo, a mulher vê sua razão se fortalecer. A maturidadevem acompanhada de um crescente autocontrole. Aquele medo que tantas adolescentes têm de não serem capazes de “domesticar” sua sexualidade vai cedendo lugar a uma sensação íntima de segurança; de que o desejo pode ser vivido com intensidade sem que isso signifique perda de controle sobre as próprias ações. A mulher se torna mais ousada na sua forma de ser e de vestir. Essa ousadia continua na intimidade, onde ela “arrisca” mais e se entrega ao gozo com mais liberdade. A experiência gratificante reforça mais a ousadia que sempre, insisto, se baseia no fortalecimento da razão.
Está composto agora um “círculo vicioso” positivo, onde a auto-estima cresce. A mulher se sente mais atraente e mais competente para a prática sexual. A isso se soma outro ingrediente fundamental, que é a menor preocupação com a perfeição física. Já afirmei que a obsessão com a beleza cria sentimentos de inferioridade em quase todas as moças. Aos poucos, elas vão percebendo “na carne” que beleza e sensualidade são coisas distintas. E que o que conta é a sensualidade, o poder de provocar o interesse e o desejo dos homens. Essa mulher madura, expansiva e exuberante é atraente para os homens com ou sem algumas rugas ou quilinhos a mais.
A idéia do “sexo não-instrumentalizdo” é captada por eles e lhes dá coragem para a abordagem, sem a impressão de estar caindo numa armadilha – refiro-me aos mais sensíveis; os mais grosseiros abordam todas, pois não temem armadilha nenhuma. A aproximação, inicialmente sexual, poderá ou não evoluir para um envolvimento mais consistente. Penso que temos de aprender a lidar com isso, pois a situação se inverteu nos últimos anos. Antigamente, as pessoas primeiro se comprometiam sentimentalmente para depois se ligar sexualmente. Hoje, o sexo faz parte das coisas que as pessoas querem conhecer para saber se irão desenvolver uma ligação emocional mais estável. Não há como brigar contra a realidade.
*Flávio Gikovate é médico psiquiatra, psicoterapeuta e escritor. Autor, entre outros livros, de "Ensaios sobre o Amor e a Solidão", "A Liberdade Possível" e "A Arte de Educar".

domingo, 17 de abril de 2011

Eu sou a falsa loura burra - ARNALDO JABOR

"O que eu acho da mulher brasileira? Ah, sei lá, mil coisas... Eu sou a loura burra... é... (risos). Se eu não tenho opinião? Claro que tenho, cara, mas tenho de fingir que sou burra, senão os homens fogem de mim feito o diabo da cruz. Posso falar ‘mil coisas’, sim, sobre as mulheres, mas não espalha - só falo ‘off the record’. Viu? Inglês... Só falo anonimamente... É, sou culta, mas bico calado.

Vamos lá: eu acho o feminismo no Brasil um luxo de elite. Muitas mulheres de classe média resolveram de certo modo ‘assumir’ sua inferioridade social, como se fosse uma espécie de ‘libertação’. É só olhar as revistas masculinas. Ali, estão as desesperadas poses de peitos e bundas ostentando ‘independência’, ‘liberdade’...

Não se trata de a mulher entrar no mercado de trabalho, não é a busca fraternal do diálogo com o parceiro amado. O que está acontecendo no Brasil é a libertação da ‘mulher-objeto’. Não estão virando ‘sujeitos’ livres, não; elas querem ser mais ‘objetos’ ainda. É isso: o ‘sujeito’ tem limites, tem angústias; já o ‘objeto’ é mais feliz, não sofre. Por isso, somos associadas a marcas de cerveja, a pasta de dentes, a produtos de limpeza. A publicidade é toda em cima de sexo.

As mulheres querem a felicidade das coisas. Querem ser disputadas, consumidas, como um bom eletrodoméstico. E eu participo da farsa. Veja este horrendo vestido que tenho de usar: ouros, rendas, paetês - uma caricatura da corte de Luís XV. Em suma, posso ser a Bovary, a Pompadour, a Paris Hilton, a Julieta, posso ser tudo... Veja meu tipo. Quem sou eu?...

Cumpro todas as regras: peitos de silicone, coxas lipoaspiradas, bunda soerguida, sorriso debochado; tudo excessivo - curvas, volutas, refolhos, arrebiques que nos dão um ar de prostituta que subiu na vida. Mas sei também usar olhares profundos de mulher apaixonada, tudo iluminado pelos indefectíveis sorrisos largos que podem oscilar do ‘romântico maternal’ para o ‘joie de vivre’ das coquetes, mas sempre sorrisos, dentes brancos, porque a tristeza não é ‘comercial’.

É preciso dar inveja aos leitores das colunas sociais, onde se passa a ‘vida feliz’, longe do desemprego, da política, das crises econômicas.

Fingimos de bobas, mas queremos poder. Para isso é necessário uma permanente estratégia de controle sedutor sobre a lerdeza dos machos, pela histeria, pela dissimulação, pela voz doce e fina, mas cheia de perigos velados, sutis ameaças agressivas, para mantê-los com medo dos chifres... Senão, o cara não nos respeita; ele nos pega, nos come e joga fora... Ele tem de ter inveja da nossa vagina, de nossa beleza. Nosso doce veneno tem de controlá-los; além de seduzi-los, temos que fazê-los inseguros. Temos de instilar perigo no coração dos homens, para conseguir deles um poder dependente que nos legitime na sociedade...

Se, antes, as mulheres eram escravas passivas, hoje somos ativas, mas continuamos escravas. Somos aparentemente livres, mas sempre referenciadas ao macho impalpável, ao macho ignorante, ao macho que detém o poder que queremos conquistar.

Mesmo sendo frígidas, temos de insinuar grandes desempenhos sexuais. Não prometemos carinho; temos de prometer ‘funcionamento’. Não é por acaso que eles nos chamam de ‘aviões’. Temos de fasciná-los como um carro de luxo. Nunca dê garantias de fidelidade a um homem. Homem só ama mesmo pelo ciúme. Só amam quando perdem... Só o corno conhece o verdadeiro amor... Os homens deviam agradecer às adúlteras pela paixão que experimentam; deviam dizer: ‘Obrigado por me traíres’...

A revolução feminista no Brasil é a dança da garrafa... As bundas estão virando uma utopia. O sexo total que nossas gostosas prometem é impossível... Muitas têm boquinhas tímidas, algumas sugerem um susto de virgens, outras fazem cara de zangadas, ferozes gatas - mix de menina com doce vampira. Os peitos de silicone estão cada vez maiores, depósitos de leite venenoso... Outro dia, um cara quase morreu - engoliu silicone da namorada...

Nunca fomos tão nuas. Não há mais o que mostrar... Já mostramos o corpo todo, só faltam os órgãos internos... O que mais?

Ficamos em acrobáticas posições ginecológicas para raspar os pelos pubianos nos salões de beleza. Ficamos penduradas em paus-de-arara e, depois, saímos felizes com apenas um canteirinho de cabelos, como um jardinzinho estreito, e não mais as florestas que assustam os tímidos... Parecem uns bigodinhos verticais que lembram Hitler ou bigodinhos nordestinos, sabe de quem, né?

Vejam as popuzudas e cachorras. Não há mais o que rebolar... Sua nudez ameaça, assusta, se bem que, na vida real, querem apenas casar e ter filhos. Há uma hipersexualização nos costumes femininos que, na verdade, dissimula uma assexualidade mecânica...

Nunca vimos tanta propaganda de sexo te levando a comprar um sabonete ou a beber uma cerveja. A propaganda nos promete uma suruba transcendental que nos deixa com a sensação de que nosso sexo é menor, mixuruca, diante de tanto ardor.

Os sonhos viraram produto: revolta, igualdade, utopias, até o desespero e a angústia passaram a vender roupas e costumes.

A pessoa não tem mais um corpo; o corpo é que tem uma pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele.

Onde estão elas no meio desses tesouros perfeitos? Aprisionadas em seu destino de sedutoras profissionais, talvez até com um vago ciúme de seu próprio corpo.

Somos inseguras e neuróticas, mas, nas revistas, parecemos até dispensar parceiros, parecemos namoradas de nós mesmas.

A democracia de massas parece "libertar" as mulheres, mas, numa sociedade ignorante como a nossa, deu nisto: a bunda é a esperança de milhões de cinderelas. O corpo tem de dar lucro. Se alguma mulher ficar famosa, tem de tirar a roupa.

A liberdade de mercado produziu um estranho mercado da liberdade. A libertação da mulher no Brasil de hoje é uma vingança conservadora... Viu só? Eu sou uma falsa perua, sendo-a...

Agora, não vai revelar meu nome aí nesta revista, senão meu marido me mata!"
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A MULHER BOAZINHA por Martha Medeiros



Qual o elogio que uma mulher adora receber?
Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui uns setecentos:
mulher adora que verbalizem seus atributos, sejam eles físicos ou morais.
Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com a sua cara.
Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é uma provocação,
e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da sua presença de espírito,
da sua aura de mistério, de como ela tem classe:
ela achará você muito observador e lhe dará uma cópia da chave de casa.
Mas não pense que o jogo está ganho: manter o cargo vai depender da sua
perspicácia para encontrar novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe,
que ela tem uma voz que faz você pensar obscenidades,
que ela é um avião no mundo dos negócios.
Fale sobre sua competência, seu senso de oportunidade,
seu bom gosto musical.
Agora quer ver o mundo cair?
Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha.
Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão.
Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja,
cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
Disponível, serena, previsível, nunca foi vista negando um favor.
Nunca teve um chilique.
Nunca colocou os pés num show de rock.
É queridinha.
Pequeninha.
Educadinha.
Enfim, uma mulher boazinha.
Fomos boazinhas por séculos.
Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada, ceguinhas.
Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de panelinhas e nenezinhos.
A vida feminina era esse frege: bordados, paredes brancas,
crucifixo em cima da cama, tudo certinho.
Passamos um tempão assim, comportadinhas, enquanto íamos alimentando um
desejo incontrolável de virar a mesa.
Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as coitadinhas.
Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil: somos atrizes,
estrelas, profissionais.
Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da geração teen.
Ser chamada de patricinha é ofensa mortal.
Pitchulinha é coisa de retardada.
Quem gosta de diminutivos, definha.
Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.
Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
As boazinhas não têm defeitos.
Não têm atitude.
Conformam-se com a coadjuvância.
PH neutro.
Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções,
é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas,
apressadas, é isso que somos hoje.
Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
As “inhas” não moram mais aqui.
Foram para o espaço, sozinhas
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Sutiã Correto II

sheila carvalho Como escolher o sutiã correto para o seu biotipo fotosDicas de "Sheila Rocha Carvalho, formada em Design de Moda pela Universidade Anhembi Morumbi, atua na área de Varejo de Moda há 7 anos. Tem experiência em vários setores do segmento como Desenvolvimento de Produto, Produção de Moda, Supervisora de lojas. Hoje, atua na área de compras da rede de lojas Scene, escreve sobre Moda e comportamento de maneira geral. Prática e objetiva com o intuito de informar e aconselhar os apaixonados por Moda.”
Bojos e aros
Para quem ainda não faz parte da turma do silicone, pode ser uma solução. Esse modelo dá volume, uniformidade e pode até fazer um “verdadeiro milagre” na sua produção.
Quem tem pouco seio, não pode exagerar no bojo, ou comprar um modelo de numeração menor, pois pode se sentir incomodada e ganhar marcas nas costas. Já existem alguns bojos anatômicos que podem, também ser usados por quem já tem um tamanho bom, mas quer dar uma destacada na comissão de frente.
sutias modelos rendados coloridos Como escolher o sutiã correto para o seu biotipo fotos
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Rendas, estampas e bordados

Na hora da escolha é um modelo mais lindo que o outro. As estampas são uma graça: listras, flores, xadrez, uma infinidade de opções. Mas, atenção, estampa aparecendo por baixo da roupa não é legal. Quando vestir uma roupa clara ou de tecido mais fino, de preferência use uma lingerie lisa, na cor da peça ou da cor da pele como nude e chocolate. Até sutiãs brancos podem ficar muito evidentes se forem usados com roupas também nessa cor.
Rendas, lacinhos, pedras são um charme! Mas, reserve essas peças para situações especiais. Passar o dia todo no trabalho, com um sutiã todo rendado, incomodando por baixo da roupa não é recomendado.
sutias lingerie Como escolher o sutiã correto para o seu biotipo fotos

Turbinadas originais ou de fábrica
Se você foi privilegiada com seios grandes ou deu uma passadinha no cirurgião, a escolha do sutiã correto é mais importante ainda. Os seios podem ficar flácidos e perder a sustentação, podem ocorrer dores na coluna, nos ombros e até mesmo causar uma postura errada. Esses pontos são um sinal de que, talvez, você deva rever a lingerie.
Não torne frequente o uso dos modelos com bojos, aros, e tipo push-up (aqueles com abotoamento na frente). Mas calma, você pode usá-los em algumas ocasiões, apenas fique atenta para que ele esteja no tamanho correto, bem regulado e que não esteja sobrando nada nas laterais.
Opte por modelos de alças largas, alguns tem até uma mini ombreira que favorece a sustentação. Evite os modelos tomara que caia, alça de silicone e modelo nadador, pois certamente vai se sentir desconfortável e, quem sabe, deixar de aproveitar a situação.
  Regular o sutiã nas alças e nas costas é fundamental para se sentir confortável sem marquinhas indesejáveis de elástico apertado.
  • Sutiã Ampliforme – Este modelo estrutura os seios devido à espuma fina que forra a copa, ideal para seios grandes devido ao suporte. Use este modelo com peças de roupa ajustadas e decotes em V.
  • Sutiã Redutor – O busto fica estruturado e elevado. Também é distribuído pela copa sem ser comprimido, conferindo grande conforto e redução do volume.
Você precisa de sustentação, conforto para que nada limite os movimentos do dia a dia. Fique tranquila, pois existem modelos incríveis com todas as informações de Moda, e com certeza você vai poder desfilar linda, com tudo em cima por aí.
revolucao feminista dos sutias 2 Como escolher o sutiã correto para o seu biotipo fotos
Mostrar ou não mostrar? Eis a questão!
Dependendo da situação, o sutiã pode sim ficar levemente a mostra.
Hoje em dia são tantos os detalhes, que em algumas produções é bem charmoso aparecer um pouquinho:
  • Alças trabalhadas podem ficar a mostra em regatinhas e blusas assimétricas de ombro caído;
  • Babado, rendinhas e fitinhas no contorno também podem ficar mais evidentes no decote;
  • Se a idade permite e o ambiente também, brinque com as cores contrastantes ou flúor e com os pequenos detalhes;
  • Nunca deixe a alça de silicone à mostra, é deselegante , quando for assim, opte por modelos tomara que caia;
  • Transparência é sempre muito polêmico. É permitido à noite e com muita, mas muita moderação.
como escolher um sutia Como escolher o sutiã correto para o seu biotipo fotos
Para seduzir!
Ah, pra seduzir vale tudo… Afinal, se você escolheu alguém especial e o momento pede algo mais elaborado, siga em frente e aproveite.
Existem modelos para todos os gostos: transparentes, ousados, comportados, pequenos, ajustáveis… Escolha o seu e divirta-se.
Para montar qualquer look, o primeiro passo é estudar a ocasião e a partir daí escolher a melhor produção.
Se tiver alguma dúvida, ao se olhar no espelho, (que nessas horas vira nosso melhor amigo), e não se sentir poderosa é por que é melhor dar mais uma olhada no guarda-roupa.

Por Sheila Carvalho



Sutiã Correto

Escolhendo o sutiã correto


Seguem algumas dicas:
"- Nunca compre lingerie com pressa, especialmente sutiãs. Para acertar, é preciso experimentar vários modelos, até achar o mais adequado para o seu objetivo.
- Escolha o tamanho adequado. Um sutiã pequeno é desconfortável e não vai fazer seus seios parecerem menores, pelo contrário. Vai apertá-los e deixar saltar qualquer gordurinha ou pele fora do lugar. Os sutiãs maiores do que o real tamanho também acabam com o visual: o bojo vai ficar vazio e deselegante.
- Quando for experimentar, arrume o seio no bojo com a mão, como se fosse uma concha. Ao ajeitá-lo, o sutiã deve respeitar o desenho natural do seu busto, deixando-o confortável e bem posicionado.
- O sutiã correto fecha-se exatamente no meio das costas, bem na coluna vertebral. Se ficar fora desse eixo, procure outro modelo ou tamanho.
- Sutiã desconfortável nunca! Se a peça incomoda, ou por estar apertada ou larga, não leve. Além do tamanho do bojo, preste atenção na regulagem das alças e da base da lingerie, no tórax.
- Com roupas decotadas, prefira os modelos tomara-que-caia, adesivos ou com alças removíveis. O sutiã nesse caso não deve aparecer.
- Em blusas com ombro vazado, ou decote canoa, uma boa pedida são os sutiãs com alças lindas, bem trabalhadas, de preferência do mesmo tom da blusa. Assim, o sutiã ajuda a compor o visual! Outra opção são as alças de strass, que ficam super elegantes com uma blusinha para sair à noite.
- No sutiã com armação, o arame deve ficar bem encaixado e contornar direitinho cada um dos seios. Se ficar em cima do seio, pode machucar e causar desconforto.
- Roupas de tecidos finos devem ser usadas com lingerie sem costura, que não marcam.
- Toque a peça, sinta o tecido, se é agradável, macia, se não vai te incomodar. Lingerie tem que ter um toque muito suave e confortável. Afinal, é a peça que fica em contato direto com o corpo."


No blog da Tayê tem mais dicas sobre a escolha do sutiã correto, clique aqui e confira todas elas!

O Sutiã e sua História

''A Queima dos Sutiãs''- a fogueira que não aconteceu
O episódio conhecido como Bra-Burning, ou A Queima dos Sutiãs, foi um evento de protesto com cerca de 400 ativistas do WLM (Women’s Liberation Movement) contra a realização do concurso de Miss America em 7 de setembro de 1968, em Atlantic City, no Atlantic City Convention Hall, logo após a Convenção Nacional dos Democratas. Na verdade, a ‘queima’, propriamente dita, nunca aconteceu. Mas a atitude foi incendiária. A escolha da americana mais bonitinha era tida como uma visão arbitrária da beleza e opressiva às mulheres, por causa de sua exploração comercial. Elas colocaram no chão do espaço, sutiãs, sapatos de salto alto, cílios postiços, sprays de laquê, maquiagens, revistas, espartilhos, cintas e outros “intrumentos de tortura” (v. Duffet, Judith. WLM vs. Miss America. Voice of the Women’s Liberation Moviment. October 1968, pg 4.). Aí alguém sugeriu que tocassem fogo, mas não aconteceu porque não houve permissão do lugar (que não era público) para isso. Também ninguém tirou seu sutiã. Essas lendas urbanas surgiram porque, ao dar ampla cobertura para o evento, a mídia o associou a outros movimentos, – como o da liberação sexual; dos jovens que queimaram seus cartões de segurança social em oposição à Guerra do Vietnã - e passou a chamá-lo de “bra-burning”, (queima de sutiãs), encorajados por ativistas como Robim Morgan (ex-estrela-mirim da rádio e TV, ativista, escritora, poeta e editora do “Sisterhood is Powerful e Ms. Magazine). Na sequencia, a manchete do New York Post saiu com o título “BraBurners and Miss America” (Queimadoras de Sutiãs e Miss América), que logo ficou associado às mulheres sem sutiãs. Desde então, a cultura popular ligou para sempre feministas e “queima de sutiãs” ( v. Germaine Greer, jornalista e escritora australiana, que declarou nos anos 60 “que o sutiã é uma invenção ridícula”, declaração que repercutiu em muitas mulheres que questionavam o papel do sutiã como objeto anti-sexista da liberação feminina). Depois disso, aconteceram queimas de sutiãs em vários cantos do mundo. Mas o evento que gerou as manifestações e que ficou conhecido como Bras-Burning, foi o citado acima.

Assunto: Últimas Notícias

A História do Sutiã

Um ícone de sedução e símbolo da contestação feminina, o sutiã foi se transformado ao longo do tempo. 

Há milênios as mulheres procuravam uma matéria-prima para confeccionar algo que desafiasse a lei da gravidade e sustentasse os seios. Referências revelam que em 2000 a.C., na Ilha de Creta, elas usavam tiras de pano para modelá-los. Mais tarde, as gregas passaram a enrolá-los para que não balançassem. Já as romanas adotaram uma faixa para diminuí-los… Mas nada muito doloroso. O purgatório femino começou mesmo no século XVI, quando um espertinho inventou de criar os espartilhos, cujo nome vem do esparto, uma uma gramínea utilizada na fabricação de cestos. Eram rígidos, apertados, sufocantes. Eram feitos também com barbatana de baleia e, por meio de cordões bem amarrados, eles apertavam os seios a tal ponto que muitas mulheres desmaiavam.
Essa ditadura acabou graças a uma dobradinha França-Estados Unidos na primeira década do século XX. De um lado, Paul Poiret, que tomado por uma estética oriental, começou a criar vestidos fluidos, soltos, onde o espartilho não cabia. Do outro lado, estava a socialite nova-iorquina Mary Phelps Jacob e seu vestido novo de festa. Com o espartilho, a roupa que ela queria usar não caia bem de forma alguma. Bem irritada, ela chamou a empregada e juntas confeccionaram uma espécie de porta-seios tendo como material dois lenços, uma fita cor-de-rosa e um cordão. Linda, leve e solta, caiu na balada, deixando as amigas com inveja. Como não devia estar afim de olho gordo de ninguém pra cima dela, resolveu começar a produzir algumas peças para as mais chegadas. No ano seguinte, em 1914, resolveu patentear a criação.
E olha como tudo é uma questão de timing: sete anos antes, em 1907, a Vogue francesa já alcunhava a palvra “soutien”. Quer mais? Logo na época que Mary patenteou sua criação, a Primeira Guerra Mundial tava estourando. As mulheres precisavam de roupas práticas para trabalhar e não podiam ficar presas a seus espartilhos. Você pensa: essa mulher ficou rica! Riiiiica! Mas não ficou. A tonta achou que o sutiã não ia dar em nada e acabou vendendo a patente para a Warner Bros por míseros 1550 dólares. Nos 30 anos seguintes, a empresa iria faturar 15 milhões de dólares com esta peça de roupa. E Mary iria morrer de despeito. O resto é história: na década de 20, os sutiãs achataram o busto (culpa da Chanel e seu estilo “garçonne”!).


Nos anos 30, a silhueta feminina voltou a ser valorizada. Surgem os bojos de enchimento e as estruturas de metal para aumentar os seios. Nos 50, com o advento do nylon, as peças ficam mais sedutoras e conquistam as estrelas de Hollywood. Nos 60, as feministas queimam em praça pública a peça que consideravam símbolo da opressão masculina. Nos 70, a mulherada esquece que ele existe e vai curtir a liberação sexual. Nos anos 80, Madonna deixa todo mundo passado com os sutiãs pontudos de Jean Paul Gaultier. E, nos dias de hoje, só se fala em sutiã como “roupa de mostrar”. Filosofia seguida à risca por Lady Gaga, que precisa só dele e de uma calcinha pra fazer um show. Pelo menos ela ainda usa isso.
 Um Resumo dos últimos 100 anos

Linha do Tempo
Os 100 anos do sutiã
Era fim dos anos 1900 quando o estilista francês Paul Poiret criou os vestidos com cintura alta e decretou – já não era sem tempo – a morte dos penosos espartilhos. Mas foi a americana Mary Tucekque percebeu que faltava algo para sustentar os seios da mulherada. E criou uma peça com bojos separados, alças nos ombros e preso na parte de trás por colchetes.
1910
Em 1914 a americana Mary Phelps Jacobs melhorou a invenção de Tucek: uniu dois lenços de seda e fitas e criou um tipo de sutiã que separava os seios. Patenteado, ele foi vendido para a Warner Brothers Corset. Começava a produção industrial da lingerie.
1920
Surge o modelo composto por dois triângulos de crepe, jérsei ou cambraia, presos a um elástico que passava sobre os ombros e cruzava nas costas. As jovens mais liberadas não queriam exibir seios opulentos – o sutiã então achatava o busto.
1930
A invenção do náilon trouxe mais conforto. Como os peitos empinados voltam a fazer sucesso, chega ao mercado, em 1935, o primeiro sutiã com bojos e pespontos circulares. A publicidade começa a falar em sustentação.
1940
Facilidades trazidas pelo náilon (não amassar, secar rápido e deixar a peça mais leve e com um toque de brilho) foram os principais atributos do sutiã nessa época. Surgem enchimentos com espuma para aumentar e empinar ainda mais os seios.
1950
A década é marcada pelo lançamento do sutiã feito com duas almofadas de ar, que dava o efeito “seios-globo” sonhado pelas mulheres. A referência de beleza eram as pin-ups. Outro modelo de sucesso foi o peito-de-pombo, que aproximava e levantava os seios.
1960
O alvo eram as adolescentes. Modelos mais simples e delicados são lançados nessa época, marcada pelo surgimento das alças elásticas reguláveis. Em 1968, algumas feministas queimaram seus sutiãs em frente ao Senado americano em forma de protesto.
1970
Com a revolução sexual, a mulherada aboliu o uso da peça, que ganhou costura no meio dos bojos para melhorar a sustentação. Outra marca do período foi o uso de tecidos transparentes e das rendas nas roupas íntimas, que ficam mais leves.
1980
O surgimento da lycra faz a alegria da indústria. Combinado a fibras naturais, como o algodão, o tecido permite o ajuste perfeito ao corpo e muito mais conforto para quem usa. Madonna lança o conceito “outwear”: os bodies, bustiês, corpetes e sutiãs viram roupas de sair.
1990
Conforto é a palavra de ordem. Os tecidos ficam mais finos, como uma segunda pele, e os modelos sem costura são a novidade, assim como a lingerie esportiva. Novas fibras como tactel e microfibra são incorporados à lycra e ao algodão. A idéia é parecer que não se está usando nada por baixo.
2000
O negócio é o “efeito silicone” com a criação do bojo tecnológico. Há o modelo push-up, capaz de levantar e juntar os seios, e os bojos com bolhas estra-tegicamente situadas para aumentar e modelar os seios pequenos e médios.



Curiosidades
·         Antigamente só as mulheres que pertenciam à nobreza podiam usar espartilho. E, quanto menor fosse à cintura delas, maiores eram as condições financeiras dos seus maridos. Isso porque elas não trabalhavam e cuidavam somente da beleza, logo os maridos tinham que ser ricos para sustentá-las;
·         Quando o padrão “cintura de pilão” foi instaurado, usar espartilho era sinônimo de elegância. Quanto mais apertado, melhor. Algumas mulheres chegavam a desmaiar, pois ficavam sem fôlego enquanto outras chegavam a quebrar algumas costelas, tamanha a força com que apertavam a peça;
·         Usando espartilho diariamente é possível diminuir o tamanho da sua cintura e acabar com os pneuzinhos. O tempo para que isso aconteça pode variar, mas em seis meses dá para perder o equivalente a 6 cm. Parece pouco, mas é muiiiita coisa. Além do disso é melhor que lipo, não é?
Fetiche absoluto
Os homens definitivamente não resistem aos espartilhos. Por tanto meninas: usem e arrasem!